Não gostei da minha primeira
impressão de Copenhaga que em dinamarquês quer dizer: ”Porto do mercador”,
quando acabei de aterrar, tal como tinha ficado combinado, apanhei o comboio
para a estação central, que fica a poucos minutos do aeroporto e logo aí, não
achei piada ao metro, apesar das pessoas aparentarem todas bom ar. Assim que
sai da estação, e tive o primeiro impacto com a cidade pensei: “hummm, não
gosto disto!”. Acontece que após os dois primeiros minutos, comecei a andar em
direcção ao hotel onde iríamos ficar, e comecei a descobrir a cidade...
Enquanto o Miguel foi
até Oslo levar os passageiros que vinham de Lisboa, e fizeram escala em
Copenhaga, fui beber um galão, no café da estação de comboios, e qual não é o
meu espanto, quando descubro que peço uma “coffe witth milk” e a empregada
responde:”ok, you want a latte!!”, Fiquei parva, afinal aqui não é preciso
falar inglês de segunda para que nos entendam!!!
Depois do Miguel chegar,
começamos a nossa aventura pela cidade e quando descobri a rua mais antiga da
Europa e a principal de Copenhaga, rendi-me aos encantos da cidade e das
pessoas, gente bonita e com ar feliz, os semáforos com sistema de contagem
decrescente para carros e piões (coisa que até então ainda não tinha visto),
onde cada qual sabia exactamente quanto tempo tem para atravessar...começou o
meu encantamento pela cidade.
A determinada altura,
veio a descoberta de uma pastelaria soberba, de onde sempre que possível passei
a encomendar as tardes de frutos secos ou de frutos silvestres, e onde voltei
na minha segunda viagem à cidade, para me deliciar com uma tarte e um chá e me
entretive a olhar para as pessoas Aí tive a oportunidade de constatar que por
aqueles lados até as velhotas são giras e têm ares felizes, usam boinas de lã
coloridas e divertem-se nos cafés a beber chá e comer bolos!
O tempo chegou para um
pequeno cruzeiro no rio de onde foi possível ver o exlibris da cidade “A
pequena sereia” , figura de um dos mais famosos filmes infantis com o mesmo
nome, baseado na historia crida pelo escritor Hans Christian Andersen e da
autoria do escultor Edvard Erikse. Houve ainda tempo para o encontro com um
casal de portugueses a viajar no mesmo cruzeiro que nós em que o marido dizia
para a mulher” Porra para isto tinha feito um cruzeiro no Douro!!” –Os portugueses
no seu melhor…
