Três dias em São Paulo. Um café e um copo de água com gás...

Ai vamos nós, eu e o Miguel, uma estadia relâmpago em são Paulo, mas o suficiente para sentir o pulsar da cidade!!

Ora bem, então foi assim...

Entro na avião, faço a descolagem do costume no cockpit e para variar lá diz o Miguel que eu tenho o pé frio...ou seja, trocado por miúdos, sempre que eu vou, o avião têm uma avaria!! Posto isto passamos ao ritual da refeição que demora cerca de uma hora, e de seguida adormeço e só acordo 9 horas depois quando estão a servir a refeição de chegada a Guarulhos!!

Mais uma vez lá vai um apertozito na aterragem, mas tudo se resolve sem complicações de maior, no entanto com a minha promessa de pagar umas cervejas à rapaziada, uma vez que afinal o pé frio sou eu...

Segue-se o transporte para o hotel, a caipirinha da prache e dois dedos de corte e costura, e vá de despachar que é tempo de trocar de roupa e ir a uma das excelentes churrasqueiras de rodízio disponíveis na cidade. Lá vamos nós par o “VENTO ARAGONÊZ”, onde comi a melhor carne da minha vida, mas sem duvida nenhuma...É claro que o Miguel já me conhece e sabia que eu ia morrer de amores pelo “cupim” e pela “picanha”, e como já me conhece mesmo bem acertou em cheio! Ainda agora tenho água na boca só de pensar...Fiquei pasmada com a limpeza do local, a simpatia, a organização, com TUDO!!! Imaginem um lugar onde enquanto nos levantamos para ver o que há de buffett, alguém já tapou os nossos pertences que se encontram em cima das cadeiras junto à mesa, para que não se sujem!!! Ou uma casa de banho que dispõe de fio dentário e elixir para os seus utentes!? Resumindo, da passagem pelo restaurante posso dizer que foi tudo 5* menos a digestão !!! É que é impossível parara de comer...

Mas como nestas viagens relâmpago não há tempo a perder, e além disso o fuso horário até joga a nosso favor (lá pelas 4 da manhã, hora local, já estávamos completamente espevitados) toca a levantar e ir passear pela cidade. 200 metros depois de sairmos do hotel, paramos para um café no “Santo Grão”, que apresenta uma bela lista de cafés com toda a informação possível para dar aos seus clientes. Fiquei logo fascinada pelos vários moinhos de café, onde a moagem é feita na altura de acordo com a escolha do cliente, e escusado será dizer que comecei logo a pensar tirar ideias para o meu café. E como se não bastasse isto tudo ainda trazem o café acompanhado de um copo tipo ginjinha com água gaseificada e um biscoito...”a água é para limpar o paladar da boca, para poder sentir melhor o café” Diz o empregado !!!!Toinks!!!!!

Seguimos a nossa marcha com destino ao Mercado municipal, mais conhecido por Mercadão, onde somos obrigados a passar pelo Martim Moniz lá do sitio!!é um pouco assustador...mas vale bem a pena, porque a experiência do Mercadão é única!! Fiquei encantada com a casa das especiarias, tal como o Miguel tinha previsto, claro! mas fiquei também fã do pão recheado e ninguém vai acreditar: dos pasteis de bacalhau!!!têm o triplo do tamanho dos nossos, são quentinhas e comem-se com um fio de azeite por cima!!o pior é a digestão…

Feito o Mercadão, é chegada a hora de voltar ao hotel para recarregar baterias, uma vez que o programa da noite vai ser longo. Aqui surge um pequeno percalço, o nosso regresso ao hotel, coincide com a hora de ponta em São Paulo, e não dá para acreditar no mar de gente que se junta para apanhar o metro. As pessoas são tantas que eu decido que não consigo entrar num transporte naquelas condições. São milhares de pessoas arrumadas em corredores de ferro aos “esses”, em que entra uma primeira “leva” e depois , no próximo metro entram os outros.. Deus me livre!!!. Perdemos o dinheiro já gasto no bilhete e vamos de táxi.

Já mais recompostos do cansaço é chegada a hora de partir para o programa mais coll da estadia, vamos ao “Unique hotel”, mais concretamente ao bar restaurante “Sky” na cobertura do hotel.

Vista inesquecível do bar do Hotel (foto retirada do site do hotel)
 Mais uma vez impressionada, a vista é fabulosa e o ambiente, sobretudo no espaço exterior encanta-me, mas o que me deixa estupefacta comigo própria é o facto de ter comido sushi, e agora andar para aí toda contente a dizer que ADOREI, quando toda a agente que me conhece sabe que digo em alto e bom som, que detesto sushi e que agora todos os pseudo queques acham muito chique, por isso comem. Até faço pesquisas na internet, para ver se descubro como se confecciona o dito hot roll sushi. Pela boca morre o peixe...depois de 2 “Bellinis” e de descobrir que afinal sushi é mesmo tão bom como dizem, está na hora de regressar à base, que amanhã a maratona continua.
birapuera, o pulmão da cidade, gostei, as barraquinhas onde se podem comprar sumos naturais e salgados espalhadas pelo parque fazem com que seja um óptimo local para mim, e agora está na hora de comer qualquer coisa rapidamente fazer a mala e voltar para Lisboa.
Ahahaha, mas aqui é que se enganam, como eu vou no avião e há percalço a bordo, desta vez já me prepara para ter que pagar um jantar inteiro em vez de uma cervejita, “Senhores passageiros, a polícia federal vai proceder à retirada de toda a bagagem do avião” informa o comandante. Pois é, lá vão duas horas e tal nisto tudo, tira malas, cães a vasculhar e por fim 3 malas com droga, 2 presos e nós de regresso a casa....
Muita coisa se pode aprender e ver numa viagem relâmpago, desde a degradação humana à alegria da descoberta de outras formas de estar.