Os tempos invisíveis da vida quotidiana - Tempos invisíveis que passam e
não voltam.
A palavra tempo é utilizada para referir um sem número de diferentes significados, que estão assentes numa variedade de teorias implícitas sobre o tempo. Usamos: tempo do relógio, tempo de inverno, tempos abertos, mau tempo, tempo certo para uma determinada acção, tempo de uma interacção, timing etc. Falamos de tempo livremente sem nos dedicarmos a pensar nos diferentes tempos que utilizamos, pois conhecemo-los intimamente sem pensar nas suas diferenças, e naturalmente estamos a referir-nos a tempos com significados bastante distintos.
Medimos o
tempo não só em unidades de tempo de relógio, medimos com ajuda de eventos
recorrentes, eventos determinantes na nossa vida, através das mudanças no nosso
corpo, pelo movimento celeste etc. Usamo-lo como meio de troca para bens e
serviços ou, como meio de pagamento, usamo-lo como recurso da natureza, da
sociedade, das pessoas, das instituições etc., O tempo constitui uma fronteira na qual um conjunto de acções devem ser tomadas.
O minuto, a hora, a semana, o dia, a fase da lua, o ano, o Natal, a
Páscoa, ciclos de produção e crescimento, gerações, a vida de uma pessoa, todos
estas referências de tempo são formas de planear e regular a nossa vida
quotidiana sendo, no entanto, os parâmetros da morte e do nascimento, e o ritmo
da natureza o que constitui a matriz temporal na qual podemos viver em tempo.
O Tempo, um bem cada vez mais escasso, ou nem sempre
bem gerido. Seja qual for a referência que usamos para o medir, é limitado,
pelo menos no sentido de uma existência física terreste, e a consciência deste
facto deve servir para nos consciencializar para a escolha adequada do nosso
maior consumidor de tempo: o trabalho. A nossa vida profissional deve permitir-nos
o balanço de tempo entre as diversas actividades que são essências ao bem-estar
físico e emocional de qualquer ser humano.
Os tempos invisíveis passam e que não voltam.
